Embora a noção de tecnologia em um sentido amplo remeta aos primórdios da civilização humana, em uma perspectiva mais restrita, alinhada ao mundo das organizações da sociedade moderna, ela tem a Revolução Industrial iniciada na Inglaterra no século XVIII como marco maior. A enxurrada de invenções e mudanças que caracterizam esse período culmina no desenvolvimento do sistema fabril e da produção em massa. Esse processo de buscas transformações foi impulsionado pelo crescente uso e sofisticação da tecnologia. Mais que mero instinto de sobrevivência e adaptação do homem ao meio ambiente, a tecnologia é fruto de uma atividade intencional e racional. Deve-se ressaltar, entretanto, que embora o uso de processos tecnológicos implique intencionalidade e racionalidade, a tecnologia só bem recentemente passou a estar associada a ciência. Por muito tempo, ela esteve circunscrita ao mundo dos artesãos, enquanto a ciência era domínio quase exclusivo dos filósofos e ocupava-se da busca do conhecimento do mundo físico e natural. A aproximação entre tecnologia e ciência ocorreu com a Revolução Científica no século XVI. Entretanto, somente a partir do século XIX é que tecnologia passou a ser sinônimo de ciência.

























Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável.




